Rio de Janeiro,       
 

 

 

 

  Uma história com mais de 360 anos

Remonta a quase 370 anos a história da devoção, no Rio de Janeiro tanto a Nossa Senhora do Rosário quanto a São Benedito. Em 1639 devotos da santa, que tinha a sua imagem na Igreja de São Sebastião, no Morro do Castelo, fundaram uma confraria, que existiu na mesma época paralelamente a outra, constituída por devotos de São Benedito, ambas fundadas por homens pretos, livres e escravos.

No ano de 1667 foi eleito pela Confraria de N. Senhora do Rosário, para o cargo de Juiz um irmão, que ocupava igual cargo na Confraria de São Benedito procedendo-se então a união das duas Confrarias dando assim origem a Irmandade.

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos foi aprovada a 22 de março de 1669, por provisão do prelado Manoel de Souza e Almada, ainda no Morro do Castelo, mais diversos problemas da administração religiosa, verificados nos anos seguintes, despertaram nos devotos o desejo de construir sua própria igreja.

Em 14 de janeiro de 1700, foi concedida a licença para a edificação em terreno doado pela devota Sra. Francisca de Pontes, e em 1708 realizou-se a benção do terreno e a colocação da primeira pedra, iniciando-se as obras dias depois.

O sucesso de tal empreendimento contou com a inestimável colaboração doGravura de Tomas Ender "A Igreja do Rosário em 1817" governador Luiz Vahia Monteiro, o "Onça", que apoio o projeto incansavelmente e com especial simpatia, assim em pouco tempo a capela mor estava concluída. Em 1737 passa a sediar a Sé do Rio de Janeiro, provocando novos problemas e confrontos para a Irmandade.

Na condição de Catedral do Rio de Janeiro, ela seria a primeira igreja a ser visitada pela família real, na chegada de dom João VI e sua comitiva, no dia 7 de março de 1808.

Ligada a diversos episódios históricos - inclusive por ter o Senado e a Câmara funcionado durante longo tempo no Consistório - o dia do Fico e a Campanha abolicionista tiveram atos transcendentes no seu recinto, depois de sediar o Senado, o Concistório abrigou também a Imperial Academia de Medicina.
Nela foram também originalmente velados a Princesa Isabel e o Conde D’Eu, cujos restos mortais foram posteriormente transferidos para Petrópolis. Sua sacristia foi também transformada em câmara ardente, por ocasião da morte do líder abolicionista José do Patrocinio.

Em 26 de março de 1967, a bela igreja de mais de 240 anos foi casi completamente destruída por um incêndio. A tri secular Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos do Rio de Janeiro, com o apoio dos devotos empreendeu sua reconstrução, ainda não concluída.

 

Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos   
Igreja de Nossa Sra do Rosário   


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